Negócios e ParticipaçõesQuímica e Petroquímica

Da escova de dente ao computador, as resinas termoplásticas produzidas pela Braskem estão presentes em situações diversas do cotidiano. A empresa responsável por mais da metade da produção de polietileno, polipropileno e PVC no Brasil é o braço da Organização Odebrecht no setor Químico e Petroquímico.

Criação da Braskem

A Braskem foi fundada em 2002, mas os investimentos da Organização no segmento começaram ainda em 1979. Neste ano, a Odebrecht adquiriu participação na Companhia Petroquímica Camaçari (CPC), pertencente ao Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia.

A estratégia adotada pela Odebrecht para construir uma petroquímica brasileira líder no setor na América Latina envolveu uma série de outras aquisições. Muitas motivadas pelo Programa Nacional de Desestatização, no qual o Governo Federal vendeu participações em empresas da área.

Em 2001, a parceria firmada com o Grupo Mariani permitiu a compra do controle acionário da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene), central de matérias-primas do Polo Petroquímico de Camaçari. Um ano mais tarde, a integração dos ativos da Organização no setor resultou na criação da Braskem, transformando-a na maior petroquímica da América Latina.


A Empresa Hoje

Com a aquisição da Quattor, por meio de um Acordo de Investimento celebrado entre Odebrecht, Petrobras, Braskem e Unipar em janeiro de 2010, a Braskem passou a ser a maior empresa petroquímica das Américas em capacidade de resinas termoplásticas (polietileno, polipropileno e PVC). Com integração entre a primeira e segunda geração petroquímica, suas 26 plantas, localizadas em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas), têm capacidade para processar 5,5 milhões de toneladas por ano de resinas.

Em fevereiro de 2010, a Braskem adquiriu a Sunoco Chemicals Inc., divisão de ativos de polipropileno (PP) nos Estados Unidos com capacidade para produzir 950 mil toneladas da matéria-prima por ano. Sediada na Filadélfia, Pensilvânia, a companhia inclui três unidades industriais localizadas em La Porte (Texas), Macus Hook (Pensilvânia), e Neal (Virginia Ocidental), responsáveis por 13% da capacidade instalada para produção de PP nos Estados Unidos.

Seguindo seu processo de internacionalização, a Braskem e a Idesa, um dos principais grupos petroquímicos do México, assinaram com a Pemex – empresa estatal mexicana de petróleo e gás –, contratos de investimento e de fornecimento de etano para a implantação de um projeto petroquímico integrado naquele país, na qual investirão US$ 2,5 bilhões. O projeto contempla a produção de um milhão de toneladas por ano de etileno e polietilenos em três plantas de polimerização, com início de operação previsto para 2015.

A Braskem, controlada pela Odebrecht, tem a Petrobras como seu sócio principal e ações listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York e Madri. Com presença estratégica no mercado internacional, a empresa fornece resinas e outros itens para mais de 60 países dos cinco continentes.


Polietileno Verde

Com foco na sustentabilidade, a Braskem desenvolveu o primeiro polímero mundial de fonte 100% renovável: a cana-de-açúcar. O item é uma entre as mais de 200 patentes registradas pela empresa.

O primeiro produto fabricado com o polímero verde foi o jogo de tabuleiro Banco Imobiliário Sustentável, da Estrela. Diversas empresas despertaram para a importância de incluir o material na composição de seus produtos e firmaram contratos comerciais de longo prazo com a Braskem.

Diante do crescimento da demanda, a petroquímica optou por investir em uma unidade produtiva em Triunfo, no Rio Grande do Sul, especializada em polímeros verdes. Sua capacidade será de 200 mil toneladas por ano, com lançamento previsto para 2011. Isso deverá tornar a Braskem a primeira empresa do mundo a produzir o item em escala industrial.

Seu pioneirismo não para por aí. A marca já esteve estampada em outras iniciativas ecossustentáveis, como:


 

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